O que é gravidez anembrionária? Leia aqui histórias de famílias que passaram por essa triste situação. Encontre informações para entender como isso acontece. Desde a interpretação de exames e percepção de sintomas até procedimentos recomendáveis e apoio para superar a perda.

Tentar de novo após o aborto





Os dias, semanas e meses que se seguem a um aborto são extremamente difíceis, sobretudo se esta não foi a primeira perda ou se a gravidez foi alvo de um cuidado planeamento.

Estratégias para lidar com esta situação 

Após um aborto, o casal tende a experimentar doses variáveis de dor, mágoa, depressão, cansaço e um grande sentimento de perda.

Embora seja uma situação que afete ambos, não há dúvida, até por uma questão biológica, que é a mulher quem tende a sentir-se de alguma forma responsável por aquilo que aconteceu.

Ainda que compreensíveis, estes sentimentos de culpa não têm qualquer fundamento. Na realidade, o aborto é algo sobre o qual a mulher não tem qualquer controle.

Há dois aspectos que o casal que passa por esta situação não deve menosprezar, se pretende seguir em frente com a sua vida e com o seu projeto de aumentar família:

- Evitar os sentimentos de culpa - Nem a mulher nem o homem podem ser responsabilizados pelo sucedido. O casal deve tentar conversar sobre o assunto, por mais penoso que seja, e fazer os possíveis para superar essa perda. Há que dar tempo ao tempo.

- Aconselhamento psicológico - Trata-se de uma pedra basilar na recuperação de qualquer casal que tenha perdido o seu bebê. Com a ajuda do psicólogo, o casal percebe que não deve rejeitar os seus sentimentos e emoções, devendo antes falar sobre os mesmos.

Além das sessões com o psicólogo, o casal não deve isolar-se do resto do mundo, devendo ao invés procurar outros que já tenham passado pelo mesmo, para desabafar e partilhar sentimentos.

Desta forma, o casal toma consciência que, afinal, não está sozinho na sua dor. Mas mais importante do que isso, o casal percebe-se que a maioria dessas pessoas acabou desenvolvendo uma gravidez e parto saudáveis.

O aborto e a fertilidade 

O aborto não afeta a capacidade da mulher poder engravidar num futuro próximo. Com efeito, a maior parte das mulheres que já sofreu um aborto desenvolve, mais tarde, uma gravidez saudável.

Mas atenção. Embora não haja qualquer inconveniente em tentar engravidar depois de um aborto, os médicos aconselham a esperar cerca de três meses – há especialistas que apontam um máximo de seis meses – para reduzir o risco de outro aborto.

Se, por um lado, a recuperação física da mulher é essencial para o sucesso de uma nova tentativa de gravidez, o mesmo acontece em relação ao seu estado emocional.

É preciso ter em conta que nem sempre a recuperação do corpo coincide com a prontidão psicológica e emocional da mulher. Antes de voltar a tentar engravidar, a mulher, juntamente com o companheiro, deve ter a certeza de que estão preparados psicologicamente para o fazer e para, eventualmente, suportar um novo imprevisto menos agradável (outro aborto).

Quando o casal decide tentar mais uma vez, a mulher deve seguir quatro regras básicas para que a nova gravidez corra pelo melhor:

- Manter uma atitude positiva em relação à nova gravidez (esquecer o passado e pensar no futuro).
- Descansar bastante.
- Evitar o stress.
- Desabafar as suas ansiedades e preocupações com o companheiro e, caso seja necessário, com o próprio médico.

A mulher deve ainda seguir uma dieta nutritiva e, se for caso disso, alterar certos hábitos de vida relacionados, por exemplo, com o consumo de álcool, café e tabaco.

O aborto habitual ou de repetição 

Quando uma mulher aborta três vezes seguidas a situação é designada por aborto habitual.

De acordo com dados estatísticos, mesmo as mulheres que abortaram três ou mais vezes seguidas possuem entre 70 a 85 por cento de probabilidades de levar uma próxima gravidez até ao fim.

No entanto, vários abortos seguidos podem indiciar qualquer tipo de problema (por exemplo, uma infecção que, de uma maneira ou de outra, pode estar afetando a fertilidade. Por outras palavras, o aborto habitual não é uma causa, mas pode ser um sintoma de infertilidade.)

A mulher nestas condições deve recorrer a um especialista para confirmar se o seu problema é motivado por um determinado fator susceptível de ser corrigido ou tratado.

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