O que é gravidez anembrionária? Leia aqui histórias de famílias que passaram por essa triste situação. Encontre informações para entender como isso acontece. Desde a interpretação de exames e percepção de sintomas até procedimentos recomendáveis e apoio para superar a perda.

Fiz um ultrassom com 5 semanas e não vi o embrião, só o saco gestacional. Tenho que me preocupar?


Provavelmente não. Você fez o ultrassom bem cedo, por isso é normal ainda não conseguir ver o embrião. A primeira coisa que se vê na ultrassonografia, entre 4 e 5 semanas de gravidez, é o saco gestacional. O embrião ainda pode ser muito pequeno para ser visto. Antes do embrião propriamente dito, pode ser observada a vesícula vitelínica, entre 5 e 6 semanas. 


O embrião mesmo, com batimento cardíacos, pode ser visualizado por volta da 7a semana. Ou seja, com 7 semanas completas, já deve ser possível vê-lo. 


O problema é que, a não ser em casos muito específicos como uma fertilização in vitro, é difícil saber exatamente qual foi o dia da concepção. A ovulação pode ter acontecido alguns dias depois do previsto, ou a fertilização em si pode ter demorado um ou dois dias a mais, e nessa fase tão inicial isso faz bastante diferença. Pior ainda nos casos em que a menstruação da mulher é irregular. 


Por isso, os médicos só se preocupam com a possibilidade de uma gestação anembrionada (quando o embrião não se desenvolve) levando em conta outros fatores, como a dosagem de hCG e o tamanho do saco gestacional. 


Há motivo de preocupação quando o saco gestacional mede mais de 20 mm e ainda não há embrião, por exemplo, ou quando o hCG passa de um patamar alto, e o embrião não está visível. 


Muitos médicos nem gostam de pedir uma ecografia tão cedo, para não despertar esse tipo de encucação. Quando pedem a eco antes de 6 semanas, é só mesmo para verificar se o saco gestacional está implantado direitinho no útero, e não nas trompas, o que seria uma gravidez ectópica. Ou seja, no seu caso parece tudo bem.


Outro motivo para pedir o USG tão cedo é verificar se há mais de um bebê -- mas nem isso é exato, porque às vezes o segundo (ou terceiro!) bebê pode demorar mais para se desenvolver e aparecer de surpresa num segundo exame. 

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